ORDVS

Atlas das convicções políticas

ORDVS

Além do plano cartesiano: seis camadas, treze dimensões, uma árvore genealógica de sessenta linhagens e uma leitura filosófica daquilo em que você realmente acredita.

Proêmio

O compasso político mede onde você está. Não mede por quê.

O Political Compass e seus derivados continuam sendo o melhor ponto de partida para comparar posições políticas. Mas seus eixos — econômico, de autoridade e, às vezes, cultural — são superficiais e raramente independentes. Misturam dimensões que deveriam ser separadas e deixam de fora as camadas mais profundas: a fonte da legitimidade, a ontologia social, a epistemologia, a escala institucional preferida.

Perguntas que forçam dicotomias contemporâneas e pressupõem o Estado como arena única produzem classificações de baixa resolução. O ORDVS nasce para distinguir o que se deseja do modo como se pretende legitimá-lo — e para tratar posições híbridas, meta-posições e tensões internas como informação, não como ruído.

Do plano ao atlas

O compasso
O ORDVS
Dois ou três eixos
Seis camadas, treze dimensões
Eixos correlacionados
Dimensões tratadas como independentes
Conteúdo e método fundidos
Conteúdo separado do método
O Estado como arena implícita
Escala, jurisdição e saída em questão
Questionário fixo
Árvore adaptativa com 60 desfechos
Um ponto no plano
Perfil, tensões, meta-posições e cenários

Arquitetura

Seis camadas, das premissas às instituições

Cada camada interroga um fundamento distinto da convicção política. Juntas, compõem um mapa que nenhum plano cartesiano pode conter.

I

Legitimidade

De onde vem o direito de mandar?

A fonte da autoridade política: transcendência, tradição, contrato, consentimento ou vontade coletiva.

Transcendente · Tradicional ↔ Racional · ContratualConsentimento individual ↔ Vontade coletiva
II

Ontologia social

Quem é o sujeito da política?

O sujeito político prioritário — indivíduo, família, comunidade, nação, classe — e a natureza humana que se supõe.

Indivíduo ↔ Comunidade orgânicaConstrangida ↔ Perfectível
III

Propriedade & economia

O que se deseja, e como se chega lá?

Separa a preferência substantiva (o arranjo desejado) do caráter do arranjo (voluntário ou imposto).

Privada ↔ ComumOrdem espontânea ↔ PlanejamentoVoluntário ↔ Imposto
IV

Cultura & sociedade

Que moral sustenta a vida em comum?

A relação com tradição e progresso, e o grau de pluralismo moral que a ordem pública admite.

Tradição ↔ ProgressoPluralidade moral ↔ Unidade moral
V

Instituições & escala

Em que tamanho, com quanto poder?

A escala institucional preferida — do local ao universal — e a amplitude do poder coercitivo.

Local ↔ CentralMínimo ↔ Amplo
VI

Epistemologia política

Como sabemos o que é justo?

Onde reside o conhecimento relevante e quais critérios justificam uma escolha política.

Disperso · Tácito ↔ Técnico · CentralizávelPrincípios ↔ Consequências

Procedimento

Um questionário que escuta

Começa pelas premissas, ramifica-se onde há ambiguidade e termina numa leitura em linguagem natural.

I

Premissas

Trinta e uma questões de alto nível — escalas e escolhas de até seis alternativas — sobre os fundamentos da autoridade, do sujeito e do saber.

II

Árvore genealógica

Suas premissas abrem as três casas mais próximas. Escolhida a porta, cada bifurcação separa tradições vizinhas até uma de sessenta linhagens.

III

Leitura

Um perfil multidimensional com interpretação das camadas, coerências, inconsistências, famílias afins, meta-posições e cenários alternativos.

O resultado

Um retrato, não um ponto

Ao final, você recebe seu perfil em treze raios, um brasão gerado a partir das suas convicções e a leitura de cada camada.

LIBERTAS

Brasão de um perfil de exemplo

FundamentoTitular daautoridadeSujeito políticoNatureza humanaPropriedadeCoordenaçãoCaráter dosarranjosOrientação moralPluralismoEscalaAmplitude dopoderConhecimentoJustificação

Famílias afins

Fusionismo74%
Agrarianismo74%
Conservadorismo burkeano74%
Conservadorismo liberal72%

“Tradicionalista subsidiário de método voluntário” — exemplo de leitura sintética.

Conhece-te a ti mesmo — também na política.

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